sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lavra de poeta

foto: Leila Castro (http://leilacastro.blogspot.com/)


Não trago bandeira de glória
nem visto tecidos de brilhos
cubro de sonhos a minha história
com poesia faço amor e filhos

Sei da última, apenas a derradeira
todo presente é o que me tarda
toda amante me é madrugada
seja a próxima, sempre a primeira

Nunca deito a mesma cama
meu sonho dorme acordado
mulher íntima não é dama
deleite em pó, viver do barro

Sou filho da luta que me pariu
e da outra, sou mais ainda
que feiura, ser tão linda
mal se chega e bem me partiu

Ter saúde é ser doente pela cura
só amo quem se despreza
a que diz não, sim, quer reza
Ser santo é ter pecado de loucura
acidental à Vinícius de Morais:
Sou homem que diz vou e vai
sou homem que diz fui e sou
coitado do homem que faz
cuidado com o poeta que estou
vai, vai, vai, eu vou
(aluisiomartinns)

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