Devo chamar de texto poético o que aqui exponho? Nada sei da métrica e menos ainda da estética devida – escrevo apenas. Se não sei se sei, por que a audácia? Dar a cara à tapa! Suponho que deve ser pelo desejo de estímulos (positivos ou não) que mexam com minha imobilidade. Há também uma conclamação aos que, por ventura, se encontrem nas entrelinhas aqui mal postas. Ainda assim, sinto-me poeta. Poeta sem poesia (um homem nu) e sem a necessidade de escrevê-las, sequer recitá-las, porque assim me distanciaria anda mais mim mesmo – nunca me olhei no espelho e achei que estava olhando a minha verdadeira face. Sim, sou distante, de tudo. Uma lonjura desenhada na parede. “O estrangeiro” de Camus. O sol quadrado dos detentos. Pode ser que se perceba algo, com algum esforço, é claro. Sou poeta por não saber exprimir com precisão. Sou poeta que transborda na intensidade das coisas mínimas. Mérito algum nisso.(aluisiomartinns)
2 comentários:
A sensibilidade do ventre é raro para os homens, e com poucas palavra tu me fizestes imaginar a cheia lua.
Sr Aluisio...rs que delícia de apresentação, que poema mais leve e cheio de emoção...
Poeta és!
Beijos sonhados
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